quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ESCOLA DE SAMBA IMPERATRIZ ALECRINENSE


Histórico-2015
Cem anos do meu Verdão, o mais valioso tesouro do meu rico Alecrim. Apresentação:No carnaval de 2015, a Escola da samba Imperatriz Alecrinense trás como enredo Cem anos do Verde e Branco, o mais valioso tesouro do meu rico Alecrim. Não podemos falar do Alecrim Futebol Clube, sem falar do bairro
do Alecrim, e não podemos falar do Bairro do Alecrim sem falar do Club verde e branco. A escola vai fazer uma viagem no tempo e no espaço para mostrar da fundação do Alecrim Futebol club com vários rapazes entre eles o futuro presidente da republica Café Filho passando pelo desenvolvimento do bairro do alecrim, até os dias de hoje, com a formação de um rico bairro em que concentra 30 por cento da riqueza da nossa cidade.


A escola vai mostrar que entre todas as riquezas do bairro, a mais valiosa de todas que é o verde branco que surgiu com uma responsabilidade . social de combater o analfabetismo da população que era uma das mais alta do país e um dos fundadores foi presidente , sendo o primeiro líder trabalhista que ocupou o cargo mais importante da nação. Desenvolvimento Temático A Imperatriz Alecrinense, traz para a Duque de Caxias os cem anos do Alecrim futebol club, tomando como base o bairro em que ele foi fundado,mostrando toda a sua riqueza, nos aspectos culturais, artístico, religioso e comercial. 

Dentre as riquezas do bairro do Alecrim, está o Alecrim futebol clube, fundado no dia 15 de agosto de 1915 por um grupo de rapazes formado por Lauro Medeiros, Pedro Dantas, Cel. Sólon Andrade, José Firmino, Café Filho (ex-Presidente da República e ex-goleiro do Alecrim em 1918 e 1919), Lauro Medeiros, Humberto Medeiros, Gentil de Oliveira, José Tinôco, Juvenal Pimentel e Miguel Firmino, em reunião realizada na casa do Cel. Sólon Andrade. 


A fundação se deu no então longínquo bairro do Alecrim, próximo da atual Igreja São Pedro.O Alecrim futebol clube ao contrario do ABC e América (formados pela elite da cidade), era formado por negros e descendentes de índios, o expunham a todo tipo de preconceito, que aliás, era muito comum no início do desenvolvimento do futebol em nosso país. Esse fato pode explicar a atividade social do grupo de rapazes fundadores do Alecrim Futebol clube, que fundaram uma escola noturna para alfabetizar a população do bairro, numa grande inciativa para extinguir analfabetismo que era muito grande.

O Alecrim nos anos sessenta era chamado de “o vingador” do futebol do Rio Grande do Norte, pois os times de outros estados quando vinham a Natal ganhavam de ABC e América e perdiam para o esquadrão esmeraldino. Exemplo de força do clube verde nesta década foi o caso do Rampla Júnior do Uruguai que numa excursão ao Brasil estava invicto: 0×0 com o Americano de Campos (RJ); 2×1 no Democrata de Governador Valadares(MG); 2×0 no Fortaleza; 1×1 com o Treze de Campina Grande(PB); 2×2 com o Náutico do Recife; vindo a perder finalmente para o Alecrim por 1×0 com gol do artilheiro Rui.

Os grandes dirigentes, baluartes e abnegados da história do Alecrim foram: Bastos Santana, Severino Lopes, Humberto Medeiros, Cel. Veiga, Cel. Pedro Selva, Clóvis Mota, Walter Dore, Braz Nunes, Rubens Massud, Wober Lopes Pinheiro, Gabriel Sucar, Cel. Solon Andrade, além do grande patrono Monsenhor Walfredo Gurgel (nome da atual sede campestre do clube). Foi na gestão do Governador Walfredo Gurgel que foi doado o terreno da Av. Alexandrino de Alencar, posteriormente vendido ao Ministério da Marinha que proporcionou recursos para a compra do terreno da atual sede campestre.

Os seguintes jogadores são considerados os melhores da história do Alecrim: Pindaró, Foster, Caçula, Veiga, Mundico, Gentil, Sansão, Manuelzinho, Perequeté, Zezé, Berilo, Miltinho, Orlando, Miro, João Paulo, Capiba, Sileno, Anchieta, Vasconcelos (ex-jogador do Náutico, Palmeiras, Internacional e Colo-Colo do Chile), Odilon, Alberí, Baíca, Curió, Valter Cardoso, Saraiva,Ticão, Icário, Burunga, entre outros. Em 2001, alguns jornalistas, pesquisadores e torcedores elegeram o Alecrim do século: Manuelzinho, Saraiva, Miro, Berilo e Anchieta. Valdomiro, Pedrinho e Vasconcelos. Zezé, Odilon e Icário. Técnico: Pedrinho Teixeira (Pedro 40). O “saudoso Zito Borborema na sua música nos lembra da importância do bairro do Alecrim pelas suas riquezas: “..eu nunca vi coisa tão boa como é sambar, no bairro do Alecrim, na capitá Natal”. 

O bairro faz 101 anos no centenário do clube esmeraldino.“O Cais do Sertão” como era chamado a região que hoje é o bairro do Alecrim no inicio do século 20 por ser um
importante entreposto dos produtos que chegavam do interior do estado pelo rio potengi . Mas já no século 17 a região era chamada de Rifóles, em referencia ao pirata Frances Jacques Riffault, que frequentava o “cais do sertão” em busca de pau Brasil.A ocupação da região do Alecrim se deu no século XIX, e no ano de 1856 num descampado constituído por roçados e alguma casinhas, foi inaugurado o cemitério do Alecrim pelo presidente da Província Antônio Bernardo de Passos e foi presenciado por muito poucas pessoas, pois quase não havia habitantes na região. 

A inauguração desse cemitério publico foi um dos marcos da ocupação das terras que que levaram a formação do Bairro do Alecrim, um dos mais populosos de Natal. O Alecrim foi oficializado como bairro pela lei N 0 251 de 30 de setembro de 1947 e dizem os moradores mais idosos, que morava uma velhinha que costumava enfeitar com ramos de alecrim os caixões dos “anjinhos” enterrados no cemitério e por isso o bairro recebeu o tal nome. Existe uma outra explicação para o nome, é que na época
existia uma enorme quantidade de alecrim-do-campo no local.

Em 1929, durante a administração do Prefeito Omar O’Grady, a expansão urbana da cidade começou a ser traçada no Alecrim. O arquiteto Giacomo Palumbo foi o responsável pela delineação do bairro e, por influência da cultura americana, planejou as avenidas e ruas largas registradas com números. A numeração das avenidas de 1 até 12 foi associada a nomes de personagens históricos, intercalados com nomes de tribos. Durante a II Guerra Mundial, no ano de 1941 é instalada a Base Naval e o bairro passou por uma aceleração no seu processo de urbanização. Várias pessoas vindas do sertão e de outras regiões migraram para o Alecrim visando negócios na capital. 

É registrado um aumento significante na população De bairro pouco habitado, o Alecrim logo ganhou um fluxo crescente de pessoas e comércio. Aos poucos o aspecto quase bucólico do lugar transformou-se numa aglutinação de feirantes comerciantes, marcada na década de 20 com a inauguração de uma das mais tradicionais feiras da cidade até os dias de hoje e na década de 80 com a construção do camelódromo, erguido num trecho da rua Presidente Bandeira. Com o desenvolvimento do bairro e seu crescimento populacional a cultura começar a florescer com o surgimento do setor de lazer. 

Foram inaugurados cinemas (São Luís, São Pedro, São Sebastião, Paroquial e Olde),
dois teatros (Sandoval Wanderley e Jesiel Figueiredo), o Alecrim Clube e o bar Quitandinha, na Praça Gentil Ferreira, que era um dos principais pontos de de encontro de boêmios durante a II Guerra Mundial. O comercio tem sua presença inicial marcante após a II Guerra mundial e o seu crescimento gera um fluxo de pessoas no entorno do Mercado Público do Alecrim fazendo aparecer as primeiras pensões, sendo uma das mais famosas a pensão Caiana, na Gentil ferreira que recebia as pessoas que vinham do interior para fazer comércio no Mercado. Eram caminhões de frutas, verduras, animais que paravam no Mercado para descarregar.

O Mercado Público foi transferido nos anos 70 para a Avenida Quatro, esquina com a Avenida Seis e hoje é o conhecido “Mercado da Seis”. Vários edifícios comerciais começaram a ser erguidos na época. Leonel Leite foi um grande incentivador do comércio e veio da Ribeira para o Alecrim e construiu o primeiro edifício comercial, o “Edifício Leite”; Manuel Leopoldo, outro empresário, construiu o “Edifício Leopoldo” e assim, vários outros pontos comerciais históricos foram surgindo como o Armazém Elias Lamas, Casa Azul, Farmácia Dutra, entre outros. O Largo do Relógio foi criado para sinalizar os bondes.

Um cordelista conta a historia da feira: “Amigo vou lhe dizer, ouvinte vou te contar. Se arrume pois sábado vamos juntos passear, e na feira do Alecrim maravilhas vou te mostrar”. Com esses versos o poeta cordelista Elinaldo Gomes de Medeiros, o “Boquinha de Mel”, inicia a história da feira do Alecrim contada em um dos seus cordéis intitulado “A feira do Alecrim homenageia seus heróis”. Segundo o poeta, o paraibano José Francisco dos Santos possuía uma mercearia e na ocasião conheceu o vendedor da região, João Ferreira e os amigos Balbino Marques e João Estevam de Andrade que fundaram a feira no dia 18 de julho de 1920. 

A idéia era que a feira do Alecrim funcionasse no domingo, mas o governo não aceitou e o dia escolhido foi o sábado. Na época, não se pagava imposto na feira, mas depois de 1930 a Prefeitura começou as cobranças. Luís da Câmara Cascudo apresentou José Francisco como o idealizador da feira no dia 23 de março de 1957 e no ano seguinte, no dia 12 de junho a Câmara aprovou a lei no 823-E para o funcionamento da feira e uma placa de bronze foi fixada na rua Nove, no 1297, mas logo em seguida foi roubada e derretida num ato que os moradores da época chamaram de vandalismo contra o progresso da feira.

Hoje a tradicional feira do Alecrim possui 515 metros de cobertura (tendas), banheiros, lixeiras e placas de identificação de pro Alecrim: Centenário de Um Bairro Completo. È importante lembra que na riqueza do comercio do bairro do alecrim é extraordinária, tendo ali construído uns dos primeiros supermercado de Natal, a primeira loja de vidros ( o vidraceiro do norte). Assim como a maior loja de malas a Casa Sarmento de Derneval Sarmento, torcedor e ex diretor do time do Alecrim. 

A principal loja de fogos de artifícios de Natal, o Bazar São Paulo, do Sr. Paulo Almeida e seu filho Washington, apaixonados pelo Verdão, Shopping 10, Centro Comercial do Alecrim, Saci Materiais de Construção, A Iskisita, Para todos “ jogo do bicho”, o Mercado Antônio Carneiro na esquina da Avenida 6 com a 4, as eletrônicas da Avenida 3, Agricaça, Farmácia Dutra e o inconfundível Camelódromo. Na hotelaria, o histórico Hotel União, Hotel Caiana, o hotel San Francisco, atualmente Hotel
Burity e o Natal Palac e Hotel.

Na riqueza educacional é importante ressaltar a centenária escola Padre Miguelinho, Colégio das Neves, Instituto Reis Magos, Kalazans Pinheiro, Ary Pareiras, João Tibúrcio, Sagrada Família, Externato Priscila Paiva, Anfilóquio Câ mara, Newton Braga ,Amâncio Ramalho, Nívea Madruga, Clementino Câmara, Juvenal Lamartine, Escola Stela Barros, Do m Marcolino Dantas, Supletivo Pedro II, Escola do Professor Saturnino, Escola do Professor Batalha, Instituto Sião, Externato Potiguar, o Colégio Pitágoras do saudoso professor Evaldo que foi o primeiro cursinho de Natal, a Faculdade Câmara Cascudo ( Estácio de Sá), o supletivo do SESC na Alexandrino de Alencar. É import ante ressaltar que foi nesse bairro que existiu o primeiro grupo de escoteiros de Natal lider ado pelo professor Luís Soares.
      
O bairro sedia a Base Naval de Natal e te m também o quinto cartório do Sr. Manuel Cabral de Mace do, Nesse bairro funcionou a Rádio Cabugi, a Tropical, TV Potengi e agora a TV Ponta Negra. Na cultura o charmoso teatro municipal Sandoval Wanderley (o teatrinho do povo) e o teatro Jesiel Figueiredo. No setor de saúde. Hospital Naval, Policlínica, hospital Santa Helena. Esse hospital depois passou a se chamar Hospital Antônio Prudente e o Centro de Saúde do Alecrim A religiosidade está presente nas igrejas de São Pedro (padroeiro do bairro), São Sebastião, São José, Nossa Senhora da Conceição, as igrejas evangélicas Assembleia de Deus, Universal entre outras e Centro Espírita Adolfo Bezerra de Menezes.

Na riqueza cultural trazemo s o grande carnaval co m destaque para os índios Guaranis da Avenida 7, campeões várias vezes,que se tornaram hour concurs sob o comando do cacique Bum bum, e as primeira escolas de samba de Natal, escolas de
samba Asa Branca e Aí vem a Marinha, Imperadores do Samba , Mangueira no Samba, e Império do Salgueiro, tradição mantida até hoje com a Imperatriz Alecrinense e o bloco de carnaval Cheiro de Alecrim da torcida FERA, os clubes Alecrim Clube, Atlântico, Cobana e Clube dos Caçadores,os blocos de elite Magnatas, Arrastão e Psiu, Chega Mais e Saci. Falando em carnaval devemos relembrar do eterno Rei Mo mo natalense Severino Galvão, pai dos cantores Babal e Galvão Filho e as batalhas carnavalescas da Vila Naval. Nas festas juninas o Arraiá do Pedrinho na Avenida 7, o Arraiá da Vila Naval e Arraiá do Saci.

E nesse momento mágico das escolas de samba é dia do riso chorar, cantemos como Zito Borborema: “Tá muito legal mais o bom pra mim é o bairro do Alecrim na capitá de Natá...”

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